A The Body Shop é uma marca inglesa de cosméticos. Seus produtos são comercializados por todo o mundo, inclusive no Brasil. A marca é super conhecida por muitos por lutar contra testes em animais, mas não se anime com isso pois a realidade por trás dessa marca não é tão bonita quanto você pensa.
A marca The Body Shop, de uma forma um tanto quanto “ignorante” quanto ao movimento vegano (assim como diversas outras marcas também são), utiliza o termo “100% Vegano” para certos produtos de sua marca. Porém, o que a The Body Shop não sabe, é que o movimento vegano não se baseia somente em um produto não conter ingredientes de origem animal e a marca do produto não testar diretamente em animais, para considerar um produto vegano.
Como disse, não levamos em consideração apenas os ingredientes de um produto e se sua fabricante é cruelty-free, a causa vegana vai além. E um dos tópicos que nossa causa abrange é a empresa-mãe/parceira/subsidiária da marca do produto, para compreender qualquer eventual possibilidade de estarmos financiando exploração animal indiretamente (cometida por outras empresas), e assim podermos evitar esse tipo de incidente.
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O QUE É “EMPRESA-MÃE”?
Empresa-mãe é a empresa que detém participações maioritárias de outras empresas (filiais), de forma a controlar a sua atividade. O ponto principal disso tudo é que os lucros dessas empresas estão relacionados, afinal uma é proprietária da outra.
No caso da The Body Shop, desde 2017 sua empresa-mãe (proprietária) é a Natura. Sendo assim, o dinheiro que você dá para a The Body Shop ao comprar seus produtos, também vai para o bolso da Natura por ela ser sua empresa-mãe. Mas qual o problema nisso? A Natura não é livre de testes em animais?
A Natura já esteve envolvida em diversas controvérsias envolvendo terceirização de testes em animais (quando a marca paga para um laboratório realizar os testes em seu lugar), testes em animais for seus fornecedores (de quem a marca compra os ingredientes que utiliza em seus produtos), já patrocinou eventos de moda que utilizavam peles de animais, e por fim, faz parte da ABIHPEC (uma associação brasileira que reúne diversas marcas de cosméticos que querem derrubar as poucas leis estaduais no país que protegem animais de testes).
Precisando de comprovações sobre o que afirmei sobre a Natura? Basta você clicar AQUI para conferir todas as comprovações do que mencionei acima sobre a empresa.
Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui.
E é bem simples toda a lógica desse boicote: você compra um produto de qualquer uma das marcas da Natura, como por exemplo os produtos da The Body Shop, e mesmo não querendo, seu dinheiro vai parar nas mãos da proprietária dessa marca (Natura que está envolvida em todas as controvérsias sobre exploração animal que citei acima).
É de conhecimento público que a partir de 2018, a Natura conquistou uma certificação cruelty-free. Entretanto, como já comentei aqui no blog em outro post (clique aqui para conferir), esse tipo de certificação não é, nem nunca foi, totalmente confiável. Como menciono mais profundamente no post que fiz sobre o assunto, infelizmente nenhuma certificação abrange todo o tipo de exploração animal que uma marca pode estar envolvida.
E lamentavelmente, após a Natura mentir explicitamente sobre diversas questões que apontei acima, ainda falta muito para essa empresa reconquistar a confiança de diversos consumidores (e isso inclui um grande número de veganos).
The Body Shop e sua latente hipocrisia:
Aproximadamente até a metade do ano de 2017, a The Body Shop tinha como proprietária a marca de cosméticos L’Oréal. O problema nisso, é que a L’Oréal durante todo o ativismo da The Body Shop contra testes e crueldade animal, estava testando em animais.
A The Body Shop sempre fez um marketing gigantesco mostrando ser contra testes em animais. E enquanto ela estava conquistando cada vez mais consumidores com essa promessa de ser amiga dos animais, sua própria proprietária (e a quem a The Body Shop estava relacionada financeiramente de forma direta) sempre esteve envolvida com testes em animais.
O dinheiro que os consumidores da The Body Shop estiveram dando a ela durante os últimos anos, tendo a plena confiança de que estavam apoiando uma marca totalmente livre de exploração animal, também estava indo para o bolso de uma marca que testava (e ainda testa) em animais, no caso, a L’Oréal. Mesmo que indiretamente, ao comprar os produtos de uma marca “cruelty-free”, o dinheiro desses consumidores estava indo para uma marca envolvida com testes em animais.
A L’Oréal comercializa seus produtos na China, sendo assim, a empresa está envolvida com testes em animais no país pois a legislação chinesa obriga testes em animais para grande parte de produtos cosméticos estrangeiros vendidos no país. A L’Oreál não deixou de comercializar seus produtos na China mesmo sabendo que teria que realizar testes em animais. Caso queira entender mais sobre o caso da L’Oréal e testes em animais, e conferir todas as comprovações sobre o assunto, clique aqui e leia o post específico que escrevi sobre a L’Oréal e suas marcas.
Sugestão de leitura:
Guia: Entenda a lei de Testes em Animais na China!
Clique aqui para conferir o post completo.
Em 2017 chegamos ao momento em que a L’Oréal vendeu a The Body Shop. E ao imaginarmos que talvez a The Body Shop poderia ser comprada por uma marca de fato livre de exploração animal, ela acabou sendo comprada pela Natura em setembro de 2017.
Será que a The Body Shop não fez seu dever de casa direito? A Natura é uma das marcas brasileiras mais envolvidas com confusões sobre testes em animais (tudo que já mencionei acima). Faz sentido a The Body Shop possuir todo um marketing de proteção aos animais enquanto sua empresa-mãe já mentiu descaradamente sobre o assunto? Honestamente, já era de se esperar, afinal quem já teve como proprietária a L’Oréal, por que não poderia ter a Natura também?
Como citei no início do post, pelo fato da The Body Shop estar diretamente ligada com a Natura, que possui zero credibilidade em relação ao tópico de exploração animal, a The Body Shop está sofrendo boicote por grande parte da comunidade vegana também. Dar dinheiro para qualquer uma dessas marcas, é literalmente apoiar a outra também. O veganismo é um estilo de vida que busca excluir a exploração animal de todas as formas possíveis, e não financiar essa mesma exploração (mesmo que indiretamente, e para a Natura).
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Não financie a exploração animal, considere o veganismo.
Até o próximo post! Beijos.
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