O post de hoje traz algumas verdades omitidas sobre a marca Natura e sua relação com testes em animais e patrocínio de eventos com exploração e crueldade animal. Lembrando que: As marcas The Body Shop e Aesop fazem parte da Natura, ou seja, elas estão ligadas diretamente com toda a ação que a Natura comete. Ao comprarmos um produto de qualquer uma de suas marcas, o dinheiro também vai para a Natura.
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Já vi diversas pessoas com dúvidas se a Natura testa em animais ou não. Muitas inclusive, defendiam a marca sem ter feito uma pesquisa decente. Por isso, estou trazendo a informação completa para que não exista mais equívocos: a Natura já mentiu e ainda omite informações em relação aos testes em animais, e ainda patrocina eventos com exploração animal, como veremos ao longo desse post.
No próprio site da Natura é possível encontrar uma página específica que fala sobre a posição da empresa com testes em animais. Lá é afirmado o seguinte: “Desde dezembro de 2006, a Natura não realiza testes em animais para avaliar a segurança e eficácia de seus produtos e dos ingredientes usados em sua composição”. A página pode ser visitada clicando aqui. A Natura, inclusive, se vangloria por estar incluída na lista do PEA como uma marca que não realiza testes em animais. Porém, qualquer vegano sabe que esse tipo de lista, ONG ou organização não é confiável pois não são levados em consideração todos os tópicos de exploração animal para uma marca conseguir um selo. Inclusive, diversas marcas que cito aqui no blog que estão, de fato, envolvidas com testes em animais (e elas admitem) possuem selos cruelty-free em seus produtos. Exemplo: A marca D’agua Natural (possui selo do PEA mas está envolvida com testes - clique aqui para conferir o post).
ATUALIZAÇÃO (11/11/2018): O link para essa página em específico da Natura não irá funcionar mais pois a marca mudou todo seu site e a página em relação a testes em animais. E agora a Natura não se vangloria apenas por estar na lista do PEA, mas também por estar relacionada a organizações como o PETA e Cruelty-Free International. A PETA, inclusive, demonstra todo o apoio do mundo para as marcas Dove/Unilever mesmo elas estando envolvidas com testes em animais na China. Nenhuma organização é totalmente confiável pois nenhuma delas abrange todo o tipo de exploração animal antes de dar seu selo para uma marca.
Sugestão de leitura:
Nunca confie em selos veganos e cruelty free: entenda os motivos!
Clique aqui para conferir o post completo.
Em 2013 houve a invasão do Instituto Royal com o resgate dos cachorros da raça Beagle, época que foi instaurada a CPI dos maus tratos. Clique aqui e aqui para mais informações sobre o caso. E a Natura era cliente do Instituto!
A Natura quando questionada sobre o fato de ser cliente do Instituto Royal afirmou pela sua própria página oficial no Facebook que não era cliente da unidade onde houve o resgate aos Beagles em São Roque, mas sim que era cliente na unidade em Porto Alegre, a Genotox Royal (como mostra o print abaixo, que é possível verificar nos comentários clicando aqui). | ATUALIZAÇÃO (11/11/2018): O post desse link foi APAGADO pela página da Natura! Vocês podem tentar entrar no link mas ele não irá funcionar mais. Por que será que a Natura apagou, né? Será que tem algo a esconder? Porém, vocês podem conferir o printscreen abaixo dos comentários do post onde a Natura responde uma consumidora:
Printscreen obtido a partir da página oficial da Natura no Facebook. Clique aqui para conferir na íntegra.
PORÉM, CONTUDO, ENTRETANTO: Foi afirmado em uma matéria pelo Jornal Gaúcha ZH do Rio Grande do Sul (confira a matéria na íntegra clicando aqui) que eram usados na unidade de Porto Alegre tecidos de roedores obtidos de animais mortos, a qual a Natura era cliente conforme afirmado por ela própria. Confira no printscreen abaixo:
Printscreen obtido a partir da página oficial do Jornal Gaúcha ZH. Clique aqui para conferir na íntegra.
Agora voltando desde o começo da postagem para relembrar: A Natura afirma em seu próprio site que não realiza testes em animais desde 2006. O resgate dos Beagles e a matéria da unidade do Instituto Royal em Porto Alegre foram feitos em 2013. A unidade do Instituto Royal em 2013, que a Natura era cliente em Porto Alegre, afirma que eram usados tecidos de roedores mortos, e isso se caracteriza, querendo a Natura ou não, como teste realizado em animais! Rato é um animal! E por acaso todos os ratos do instituto estavam vivendo de forma livre e morreram por causas naturais, para que só a partir dessa morte natural fossem usados seus tecidos? Eu acredito que não!
Ou seja, depois de todos esses fatos sendo colocados juntos, é possível afirmar que a Natura mentiu sobre os testes em animais dos seus produtos. A empresa em si pode até ter parado com os testes em 2006, MAS isso não muda o fato de a Natura poder estar terceirizando eles, como fez com a unidade de Porto Alegre do Instituto Royal. A empresa em si não fez, mas paga para que outras empresas façam no seu lugar. O que de qualquer maneira dá no mesmo!
Quanto aos fornecedores da marca, a Natura afirma que busca estimular o banimento de testes entre eles. Como é possível verificar na imagem abaixo, que se encontra do site oficial da Natura onde ela se posiciona sobre os testes. Ou seja, os fornecedores da Natura realizam testes em animais e isso não é nem negado pela marca, é fato!
E pra finalizar: A Natura foi uma das patrocinadoras do evento SPFW (São Paulo Fashion Week) onde são usadas diversas roupas feitas com peles de animais mortos cruelmente! A marca patrocinou o evento de 2016-2018 e deixou de ser patrocinadora do evento em Outubro de 2018. Porém, é uma grande hipocrisia se dizer “amiga dos animais” e estar envolvida em um evento de moda rodeado de morte animal. Clique aqui para conferir a lista de patrocinadores do evento em uma das edições que a Natura patrocinou. Um exemplo de objeto usado no evento e que foi feito com peles de animais, é a bota abaixo feita com pele de cobra. Clique aqui para mais informações sobre a SPFW e a crueldade animal.
Sugestão de leitura:
Saiba tudo sobre o uso de peles de animais na SPFW (São Paulo Fashion Week)!
Confira o post completo, clicando aqui.
Printscreen sobre patrocinadores obtido a partir da página oficial da SPFW. Clique aqui para conferir na íntegra.
Fica a critério de cada um usar a marca que quiser, porém aparentemente, após todos os fatos mostrados acima, a Natura não é liberada para veganos! Depois de tanta controvérsia, mentiras e omissão por parte da empresa fica impossível confiar em qualquer coisa que ela venha a dizer. E claro, também por patrocinar eventos como a SPFW, onde há uma enorme exploração animal.
ATUALIZAÇÃO (08/11/2018):
Recentemente, a Natura adquiriu o selo The Leaping Bunny da organização Cruelty-Free International. Mas isso não quer dizer que a marca não esteja envolvida com exploração animal.
Como mencionei no post “Nunca confie em selos veganos e cruelty-free” que fiz aqui no blog há algum tempo (clique aqui para conferir), os requisitos para uma marca possuir um selo cruelty-free não abrangem todos os tópicos possíveis sobre crueldade animal.
NATURA QUER DERRUBAR LEIS CONTRA TESTES EM ANIMAIS?
A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), a qual a Natura e outras marcas de cosméticos brasileiras fazem parte, submeteu recentemente ao Supremo Tribunal Federal (STF) processos jurídicos que questionam leis dos Estados do Rio de Janeiro e Amazonas que proíbem testes em animais na indústria de cosméticos (clique AQUI para conferir o post completo e verificar quais outras marcas que também fazem parte da associação).
Em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul já existe legislação estadual que proíbe os testes em animais. No entanto, a ABIHPEC (que a Natura faz parte) ao insistir em reverter tudo o que já foi conquistado pelos animais, a decisão do STF pode gerar novas ações para questionar a constitucionalidade dessas leis.
Diversos países já proibiram testes em animais para cosméticos. É, de fato, algo facilmente substituível por outros métodos, como por exemplo testes em tecidos feitos a partir de células humanas, voluntários humanos, e diversos outros que não envolvem animais de forma alguma. Inclusive, na União Europeia, experimentos com animais para cosméticos foram totalmente proibidos por lei.
A organização Humane Society International (HSI), inclusive, critica duramente a iniciativa da associação brasileira. “Essa manobra cínica de declarar ser contra testes de cosméticos em animais e, ao mesmo tempo, fazer tudo para bloquear o progresso na esfera federal e derrubar leis conquistadas nos Estados revela o lado feio do setor cosmético”, diz o gerente de campanha da Humane Society International, Helder Constantino.
Em comunicado enviado à reportagem do Estadão, a ABIHPEC afirma que o setor entende que as medidas legislativas estaduais são inconstitucionais, pois, de acordo com a Constituição Brasileira, o tema só pode ser legislado no âmbito federal.
A reportagem do jornal Estadão tentou entrar em contato com as empresas Natura e o Grupo Boticário e solicitou entrevistas ou um posicionamento específico das empresas sobre as ações de inconstitucionalidade da HABIHPEC. Ambas as marcas afirmaram que não iriam se manifestar sobre o assunto.
Alguém aí quer apoiar uma marca que quer ajudar a derrubar leis estaduais contra testes em animais? Essas leis foram um pequeno avanço que conseguimos com MUITA luta, para agora marcas como a Natura vierem derrubar tudo que alcançamos.
Continuarei boicotando a Natura!
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Fontes: Natura (a Natura apagou essa publicação, mas o print está no post), Anda, SPFW, Estadão, Jornal Gaúcha ZH, G1.
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