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Cosméticos

Dove alega ser “cruelty-free” mas continua relacionada com testes em animais

A Dove é uma marca que possui uma ampla varidade de produtos de higiene pessoal. É também uma das marcas que possui como empresa-mãe (proprietária) a multinacional Unilever, juntamente com centenas de outras marcas (lista completa ao final do post). E embora a marca esteja apostando seu marketing de maneira bem ampla em uma suposta luta contra testes em animais, a Dove não é, nem nunca foi, totalmente livre de qualquer relação com exploração animal, como comprovarei ao longo desse post, e vocês poderão conferir tudo por conta própria.


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Apesar de utilizar o termo “cruelty-free” (livre de testes em animais) para definir seus produtos, a Dove não é uma marca que está de acordo com toda a nossa luta. Ser cruelty-free é muito mais do que fazer apenas o que a Dove está fazendo, afinal seus produtos podem sim passar por testes em animais ainda. E a Dove, querendo ou não, está envolvida com o que toda a causa animal justamente sempre foi, e ainda é, contra, como comprovado mais abaixo. Inclusive, isso nos mostra (mais uma vez) que nunca devemos confiar somente em selos de produtos ou somente na palavra das empresas (sem investigar antes). Por isso, elaborei um post aqui no blog falando somente sobre selos e certificações, e os motivos pelos quais não devemos confiar cegamente neles ou em organizações, clique aqui para conferir.

E como substituir a Dove? Lista de marcas veganas e cruelty-free (livre de testes em animais): Para quem não está familiarizado, antes de uma marca ser incluída como vegana/cruelty-free aqui no blog, é realizada toda uma pesquisa de informações sobre ela e seus produtos. Como vegana abolicionista, levo em consideração todas as informações possíveis que fariam uma marca estar envolvida, mesmo que indiretamente, com qualquer exploração animal. Muitas das informações envolvendo exploração animal que levo em consideração aqui, não são verificadas por organizações ou selos de produtos “veganos” ou “cruelty-free”, mas como disse, aqui são. E não basta apenas a palavra da marca, existe também investigação por trás de informações que as marcas talvez não nos contem. Diariamente trago comprovações sobre novas empresas, seus produtos, diretrizes e muito mais. Inclusive, clique aqui para conferir todas as listas de marcas veganas/cruelty-free ou para evitar aqui do blog.


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Embora afirme que supostamente está do lado dos animais (como todas as empresas alegam), a prática da marca é totalmente diferente de sua declaração, tendo em vista que a Dove decidiu comercializar seus produtos onde testes em animais são requeridos por lei, como é o caso da China (clique aqui para entender toda a legislação chinesa em relação a testes em animais), e apesar de ter a opção de NÃO comercializar nesse país, ela continua lá por ser um mercado altamente lucrativo. ATENÇÃO! A Dove alega que está comercializando na China apenas produtos que não estão sob a legislação chinesa de testes em animais obrigatórios, porém essa NÃO É TODA A VERDADE! A Dove está omitindo diversas informações para os consumidores em uma tentativa desesperada de usar um marketing cruelty-free para lucrar mais, como explicarei ao longo desse post. Todas as comprovações dessas informações, vocês podem conferir mais abaixo.

Além disso, mesmo se hipoteticamente a própria Dove não fosse mais vendida na China diretamente (o que não é o caso, afinal ela está sim presente nesse mercado), seu grupo empresarial e sua empresa-mãe, Unilever, possuem envolvimento com testes em animais, e o lucro da Dove é também lucro de seu grupo empresarial. IMPORTANTE! Ao comprar produtos de uma marca em específico (como, por exemplo, a Dove), você está dando dinheiro não somente para a marca do produto, mas também para sua empresa-mãe/proprietária (nesse caso, a Unilever) e seu grupo empresarial. Os lucros delas, querendo ou não, são relacionados. E a Unilever, inclusive, está entre as 10 empresas que mais poluem no mundo, segundo a ONG Break Free From Plastic (comprovações ao longo do post). Portanto, de qualquer modo, a Dove não é apta para o consumo de veganos ou livre de testes em animais.



Declaração da Dove sobre testes em animais na China:

“Oi Iara! Tudo bem? Os consumidores chineses ainda podem comprar produtos Dove em suas lojas e websites de preferência. A partir de dezembro de 2017, interrompemos permanentemente a importação de produtos para a China, que exigiriam testes em animais em cumprimento das regulamentações chinesas. Todos os produtos Dove lançados na China no futuro, serão produzidos localmente ou vendidos através de canais transfronteiriços, como aeroportos, cujas autoridades locais não requerem testes. Conte sempre com Dove. Beijos.”



A Dove divulga amplamente em suas redes sociais a afirmação de que parou de comercializar produtos na China que precisariam obrigatoriamente de testes em animais para serem vendidos no país. Entretanto, a marca também afirma que continua comercializando lá, apesar de utilizar métodos que a lei de testes em animais obrigatórios supostamente não abrange. Ela está comercializando somente os produtos que NÃO SÃO obrigados por lei a serem testados em animais antes de entrarem no mercado, e se vangloria por isso.

Porém, a Dove está omitindo informações de extrema importância para os seus consumidores, e que facilmente fazem ela perder o seu status de marca cruelty-free, e explicarei o motivo. Vamos lá: testes em animais para alguns tipos de cosméticos são obrigatórios por lei na China na pré-comercialização (antes dos produtos entrarem no mercado). Entretanto, em 2014 houve uma pequena mudança na legislação, e desde lá, existem alguns tipos de produtos que são exceção a esses testes ANTES de entrarem no mercado, e são esses produtos que a Dove está vendendo por lá.

Todavia, aqui vem a parte que a Dove não está contando para ninguém: mesmo que a lei não obrigue testes em animais para absolutamente todos os tipos de cosméticos antes de entrarem no mercado (pré-comercialização), e a Dove esteja passando por essa primeira etapa sem testes em animais, o governo chinês pode testar LITERALMENTE QUALQUER cosmético em animais quando bem entender nas regulamentações de testes pós-comercialização (quando eles já estão nas prateleiras). Faz parte da lei. Depois de falar com especialistas em leis chinesas, fica claro que não é possível para uma marca de beleza vender seus produtos na China sem colocar seus produtos em risco de testes em animais após a comercialização. (Créditos ao blog americano Cruelty-Free Kitty pela informação)



O que são os testes pós-comercialização? Se o governo chinês quiser, ele pode tirar produtos das prateleiras (veja bem, PÓS-comercialização) e testar em animais. Isso se caso houver alguma preocupação em relação a qualidade/eficácia do produto final. PÓS = DEPOIS.⁣ Só ocorre depois de o produto já estar pronto e sendo vendido. Além disso, o governo chinês não precisa pedir permissão da empresa para testar o produto em animais.

☑ Lembrando que explico e mostro comprovações sobre todo esse assunto envolvendo a legislação chinesa e como ela funciona, no post específico sobre os testes em animais na China, que você pode conferir clicando aqui.

RESUMINDO: A Dove ainda está vendendo seus produtos em lojas na China continental e ainda estão sujeitos às leis de testes animais na pós-comercialização de um produto (lembrando que essa não é a lei de testes obrigatórios ANTES de entrar no mercado que a Dove conseguiu passar livre). Os testes em animais na pós-comercialização da China não possuem uma ampla divulgação como as leis obrigatórias de testes em animais que todos vivem comentando. Entretanto, as leis de pós-comercialização são cruciais para considerarmos uma marca cruelty-free ou não. Os testes em animais pós comercialização ocorrem quando o governo chinês decide testar os produtos em animais por achar necessário, mesmo que a legislação chinesa não obrigue que aquele produto seja testado em animais, como já explicado acima.



Resposta da Dove sobre pós-comercialização:

“A Dove não testa nem fará testes em animais nem deixará ninguém fazer isso em nosso nome. Não temos conhecimento de nenhum teste em animais pós-comercialização ter sido realizado em um produto da Unilever na China*. Os testes pós-comercialização são realizados apenas nos casos em que há uma séria preocupação com a segurança do produto e isso não é geralmente** feito em animais, mas envolve análises químicas para materiais contaminantes. A maioria dos governos em todo o mundo se reserva o direito de fazer isso no interesse de proteger a saúde das pessoas. Tais preocupações de segurança são sinalizadas inicialmente com as empresas. Em diálogo com as autoridades chinesas, nos foi assegurado que eles não pegariam os produtos e os testariam sem discutir conosco primeiro***. Portanto, nós retiraríamos o produto em vez de estar sujeito (teoricamente) a testes em animais.“



Erros e mentiras na resposta da Dove:

*Ponto 1: A Dove afirma que “Não temos conhecimento de nenhum teste em animais pós comercialização ter sido realizado em um produto da Unilever na China”. Porém, não é apenas pelo fato de ainda não ter acontecido, que não pode eventualmente ocorrer em algum momento. E, se existe qualquer mínima chance de um produto ser testado em animais, nem o produto, nem a marca dele, deveriam usar o termo “cruelty-free”. Afinal, esse termo se refere somente a marcas que são totalmente livres de testes com absoluta certeza e garantia. Não há espaço para possibilidades do que vai ocorrer. Se existe qualquer chance de algum animal ser morto, não é cruelty-free. Não podemos confiar apenas na esperança disso não ocorrer, afinal a vida dos animais que está em jogo. Havendo qualquer mínima chance de testes em animais ocorrerem, consequentemente existem riscos. Uma marca de fato cruelty-free nunca deveria se manter somente com a possibilidade de que testes em animais não ocorram, é necessário absoluta certeza, caso contrário não é uma marca cruelty-free. O status cruelty-free não deve ser relativizado dessa maneira;

**Ponto 2: A Dove afirma que “Os testes pós-comercialização são realizados apenas nos casos em que há uma séria preocupação com a segurança do produto e isso não é GERALMENTE feito em animais“. A própria HSI (Humane Society International), uma das maiores organizações do planeta em defesa dos animais (que inclusive a Dove fez parceria para divulgar esse seu marketing cruelty-free), refuta essa argumentação da Dove (imagem com a declaração da HSI sobre o assunto pós-comercialização na China mais abaixo nesse post);



***Ponto 3: A Dove afirma que “nos foi assegurado que eles não pegariam os produtos e os testariam sem discutir conosco primeiro”. Porém, não é porque a Dove diz que será avisada se caso testes em animais ocorrerem, que eles de fato vão se importar com isso. Eles podem facilmente dizer uma coisa, mas fazer o contrário. Além do mais, segundo o blog americano Cruelty-Free Kitty, o governo chinês não é obrigado a avisar uma empresa que seus produtos irão passar por testes em animais na pós-comercialização.

Diversas marcas de cosméticos faziam o mesmo que a Dove, ou seja, comercializavam na China somente produtos que não estavam abrangidos pela lei de testes em animais obrigatória e se consideravam “cruelty-free”. Entretanto, para não arriscar seu status cruelty-free, essas mesmas marcas pararam totalmente de comercializar na China por conta de testes na pós-comercialização. Como disse anteriormente, não é possível para uma marca de beleza vender seus produtos na China sem colocar seus produtos em risco de testes em animais após a comercialização.

As leis de testes em animais da China não funcionam da maneira que a Dove faz parecer. Os produtos da Dove ainda podem e serão testados em animais na China caso houver uma preocupação de segurança pelo governo. Essa “preocupação de segurança” ou um reclamação dos consumidores pode ser algo que não acontece todo dia? Pode, mas isso não justifica o fato da Dove ser extremamente hipócrita ao se proclamar “livre de crueldade” mas estar disposta a vender na China mesmo com chances de que seus produtos possam ser submetidos a testes em animais.



Declaração da HSI (Humane Society International) sobre pós-comercialização:

China NÃO colocou fim nos testes em animais. Entenda a lei do país de forma detalhada!

China NÃO colocou fim nos testes em animais. Entenda a lei do país de forma detalhada!

China NÃO colocou fim nos testes em animais. Entenda a lei do país de forma detalhada!Declaração obtida a partir do Twitter oficial da HSI. Clique aqui para conferir na íntegra.

“A manchete é enganosa, isso é encorajador, mas ainda não é uma garantia de que nenhum teste em animais ocorrerá novamente na pós-comercialização, e testes em animais na pré-comercialização para cosméticos importados permanecem como antes. Então, o que mudou? China lançou recentemente pela primeira vez o seu plano de teste pós-comercialização, e revela que nenhum teste em animal é listado para a vigilância pós-comercialização de rotina. No entanto, no caso de testes não rotineiros, por exemplo: uma reclamação do consumidor sobre um produto, a menos que/até que as autoridades aceitem testes modernos com o não uso de testes de irritação de olhos/pele de animais, e invista em infra-estrutura local para usar esses testes, o teste em animais ainda pode ser o padrão. Testes pré-comercialização de cosméticos para animais na China para importações estrangeiras e produtos de uso especial permanecem inalterados.”



A declaração acima feita pela HSI em seu Twitter oficial, foi feita em Março desse ano, quando foram lançadas diversas notícias falsas que a China havia banido testes em animais completamente, quando na realidade, o que mudou foi apenas a rotina de testes de PÓS-COMERCIALIZAÇÃO.

Entretanto, essa declaração, serve também como argumento para esse caso da Dove. Afinal, a própria HSI deixa claro que testes em animais podem sim ocorrer na pós-comercialização caso exista a reclamação de um consumidor, indo no sentido contrário da informação enganosa que a Dove havia tentado passar anteriormente.

O mais cômico nisso tudo, é que é a própria organização HSI (Humane Society International), com quem a Dove fez parceria em sua campanha de marketing cruelty-free, que desmentiu o que a Dove afirmou sobre a pós-comercialização. Aqui vemos como a Dove está tentando empurrar pelas nossas gargantas seu marketing forçado para lucrar mais, mesmo que tenha que fazer declarações evasivas ou maquiar todas as informações que passa.



Unilever (proprietária da Dove) está ligada com testes em animais:

Declaração obtida a partir do site oficial da Unilever. Clique aqui para conferir na íntegra.

“Não testamos nossos produtos em animais e estamos comprometidos com o seu fim. A Unilever cumpre o banimento de testes em animais na Europa desde 2004 e apoia iniciativas globais similares.
Em alguns mercados parte dos ingredientes que usamos no nosso portfólio, devem, ocasionalmente, ser testados por nossos fornecedores para atender às exigências legais e regulatórias; e alguns governos testam certos produtos em animais como parte de seus regulamentos.“



A declaração, presente no site oficial da Unilever (proprietária da Dove, e que possui relação de lucros direta com a mesma), que todos vocês podem conferir por conta própria clicando aqui, mostra a Unilever tentando usar argumentos para maquiar a realidade dos animais mortos durante anos para que a empresa comercialize seus produtos em certos locais do mundo. É comum que as empresas façam isso, no caso, usem alegações e justificativas que possam levar os consumidores a acreditarem que tudo que a empresa faz é bom, quando na verdade, o que ocorre é o oposto.

A seguinte declaração “Em alguns mercados parte dos ingredientes que usamos no nosso portfólio, devem, ocasionalmente, ser testados por nossos fornecedores para atender às exigências legais e regulatórias; e alguns governos testam certos produtos em animais como parte de seus regulamentos” quer dizer que: A China é um dos países que a Unilever comercializa seus produtos (como comprovado mais abaixo), portanto, já que a Unilever optou por decisão própria comercializar no país, seus produtos terão que passar por testes em animais antes de serem distribuídos.

☑ Lembrando que explico e mostro comprovações sobre todo esse assunto envolvendo a legislação chinesa e como ela funciona, no post específico sobre os testes em animais na China, que você pode conferir clicando aqui.



A Unilever, como sempre, se coloca em uma posição de empresa amiga dos animais, e se algum consumidor eventualmente entrar na página da declaração acima e ler somente a primeira parte do texto, ele certamente irá pensar que a Unilever realmente não realiza nenhum teste em animais, e que a mesma ainda é ativista da causa (quando, na verdade, ela é o contrário). E por qual razão? A falta de transparência e coerência da marca no início de sua página, pois o restante da página mostra outra realidade sobre a relação que testes em animais têm com a Unilever.

Assinar documentos compreendendo que vidas de animais serão tiradas com essa decisão, é sim ter envolvimento com essas mortes, e envolvimento direto, afinal se não houvesse autorização, não existiriam tais testes, e consequentemente, não haveriam essas mortes. Ou seja, a maior responsável por tudo isso é a própria Unilever, ou qualquer outra marca que comercialize na China. Afinal, elas possuem a opção de NÃO FAZER ISSO, de NÃO AUTORIZAR ISSO, e de saírem da China, assim deixando de comercializar seus produtos lá (como várias empresas já saíram), mas elas continuam lá por vontade própria, sabendo e permitindo que toda essa tortura com animais ocorra.

Isso só deixa mais claro ainda para todos vocês que as marcas tentam encobrir de todas as formas possíveis o fato delas estarem envolvidas com a tortura e morte de animais por testes cruéis. Seja escrevendo essas informações de uma forma indireta, evasiva, com duplo sentido, e principalmente sem clareza para com os consumidores, ou até mesmo omitindo ou maquiando essas informações.



Tentativa de persuadir os consumidores:

Declaração obtida a partir do site oficial da Unilever. Clique aqui para conferir na íntegra.

“Como parte do nosso compromisso em acabar com os testes em animais, temos um número crescente de nossas marcas que garantem que nem os produtos - nem os ingredientes que eles usam - estão sujeitos a testes em animais por fornecedores ou por autoridades reguladoras. O compromisso dessas marcas com nenhum teste em animais é certificado por grupos de bem-estar animal.
Utilizamos uma ampla gama de abordagens de testes que não utilizam animais para avaliar a segurança de nossos produtos para consumo humano e continuamos a desenvolver novas abordagens de última geração. Nossa equipe de líderes reconhecidos internacionalmente em ciência de segurança não animal trabalha com autoridades reguladoras, ONGs, nossos fornecedores e outros cientistas em todo o mundo para compartilhar essas abordagens, a fim de promover seu uso e aceitação mais amplos pelas autoridades.”



Como já explicado acima em relação a Dove, testes em animais para alguns tipos de cosméticos são obrigatórios por lei na China na pré-comercialização, e mesmo que a lei não obrigue testes em animais para absolutamente todos os tipos de cosméticos antes de entrarem no mercado (pré-comercialização), o governo chinês pode testar qualquer cosmético em animais quando bem entender nas regulamentações de testes pós comercialização (quando eles já estão nas prateleiras). Mesmo assim, a Unilever ainda cita que “temos um número crescente de nossas marcas que garantem que nem os produtos - nem os ingredientes que eles usam - estão sujeitos a testes em animais por fornecedores ou por autoridades reguladoras“, o que não é totalmente verdade pois a empresa está falando somente da pré-comercialização.

Afinal, existem grandes chances de que TODO e QUALQUER produto cosmético vendido na China seja testado em animais pelo governo chinês quando ele bem entender na pós-comercialização, até mesmo os produtos que são exceções na pré-comercialização (esses que a Unilever usa como exemplo de exceção de testes em seu texto).



A Unilever ainda usa como argumento nesse assunto que “o compromisso dessas marcas (que são supostamente exceções de testes na China) com nenhum teste em animais é certificado por grupos de bem-estar animal“, o que, novamente, leva os consumidores ao erro. Até porque, a própria HSI (Humane Society International) confirmou que testes em animais pós-comercialização (após estarem nas prateleiras) ainda podem ocorrer na China a qualquer momento (comprovação com a declaração da HSI acima), mas isso a Unilever não conta pra ninguém, ela omite a informação de que isso pode ocorrer nessas marcas pois sua declaração é somente referente aos testes pré-comercialização.

Já em relação ao restante de suas marcas, tendo em vista que a Unilever afirmou que apenas “um número crescente“ - ou seja, não todas - de suas marcas supostamente não estão tendo seus produto testados na pré-comercialização, elas continuam tendo seus produtos testados em animais para sequer entrar no mercado chinês, pois a Unilever não comercializa na China apenas as marcas que citou no texto.

De qualquer forma, a Unilver está sim envolvida com testes em animais por ter como objetivo apenas o lucro do mercado chinês, mesmo que tenha que testar em animais para obter esse lucro. Diversas empresas que são de fato éticas e se importam com os animais, deixaram de comercializar na China, o que a Unilever aparentemente não quer fazer. Ela tem a opção de deixar o país, como diversas marcas fizeram, mas ela não o faz, afinal lucro está acima de tudo.



A Unilever também afirma na mesma declaração acima que “nossa equipe de líderes reconhecidos internacionalmente em ciência de segurança não animal trabalha com autoridades reguladoras, ONGs, nossos fornecedores e outros cientistas em todo o mundo para compartilhar essas abordagens, a fim de promover seu uso e aceitação mais amplos pelas autoridades“. Entretanto, de fato não é necessário comercializar os seus produtos em países que obrigam testes em animais, como a China, para conseguir ajudar que esses testes sejam eliminados por lá.

A Unilever, assim como a L’Oréal e a P&G (que usam essa mesma desculpa para vender na China, e vocês podem conferir mais informações sobre elas também aqui no blog) é uma das maiores empresas do planeta. Ela não precisa vender seus produtos na China, e consequentemente matar milhares de animais, para fazer com que o país melhore sua estrutura e práticas. Ela tem recursos, dinheiro e poder o suficiente, e poderia facilmente ajudar a China a evoluir sem comercializar seus produtos por lá, ou seja, sem participar da tortura e morte de qualquer animal. Fica clara a tentativa da Unilever de, novamente, parecer boazinha enquanto animais são mortos para que ela lucre com o mercado chinês.



Unilever e a sua presença na China:

Unilever está sim envolvida com testes em animais. Confira comprovações! (2019)Imagem obtida a partir do site de notícias ChinaDaily. Clique aqui para conferir na íntegra.

“Paul Polman, diretor executivo da Unilever, afirmou que: “A China ainda tem muitas oportunidades para se desenvolver. Temos um negócio muito grande e importante aqui. Dobramos nossos negócios na China a cada cinco anos, e continuaremos a investir nas maiores cidades, enquanto expandimos em cidades menores.”
A fabricante de bens de consumo disse que planeja fortalecer ainda mais seus esforços de pesquisa e desenvolvimento em Xangai, um dos seus seis centros globais de P&D (pesquisa e desenvolvimento).
“Cada vez mais, somos capazes de desenvolver produtos com qualidades únicas que estão lá para os mercados chineses. Temos cerca de 200 patentes aqui. Este é um centro de P&D (pesquisa e desenvolvimento) que continuará a crescer“, disse Polman.”

Para quem ainda tinha qualquer dúvida da presença da Unilever na China, a matéria acima, disponível em um dos maiores portais de notícias da China, mostra detalhadamente a presença da empresa no país. Também deixa claro os lucros que a empresa consegue estando presente em toda essa região e atingindo um número tão elevado de consumidores chineses (o que grande parte das empresas que comercializam lá tem como objetivo por ser um mercado lucrativo), mesmo que tenha que matar animais para tal feito.



Unilever é uma das maiores poluidoras nas Filipinas:

Unilever está sim envolvida com testes em animais. Confira comprovações! (2019)Matéria obtida a partir do site oficial do Greenpeace. Clique aqui para conferir na íntegra.

“Nestlé, Unilever, P&G entre as piores infratoras da poluição plástica nas Filipinas em auditoria na praia
do Greenpeace International:
Uma semana de limpeza de praia expôs as empresas mais responsáveis pela poluição de plástico após uma auditoria de resíduos de plástico realizada na Freedom Island (…). O Greenpeace Filipinas e o movimento #breakfreefromplastic (Tradução: ONG Se Liberte do Plástico), a primeira ONG desse tipo no país, revelaram que a Nestlé, Unilever e a empresa indonésia PT Torabika Mayora são os três principais contribuintes de resíduos plásticos descobertos na área, contribuindo para os 1,88 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos mal administrados nas Filipinas por ano.“

A Unilever, ao invés de mudar todas as suas práticas e reinventar suas políticas ambientais de forma efetiva, apenas continua lançando novos produtos. Ou seja, mais plástico no nosso planeta, sem ter uma ação consistente que de fato possa vir a mudar toda a poluição que ela mesma causa ao redor do mundo (as Filipinas, como mostrado acima, é apenas um dos diversos países que a Unilever está ajudando a poluir cada vez mais), matando milhares e milhares de animais diariamente.

Temos que parar de tratar empresas gigantes, como a Unilever, P&G, Nestlé, e diversas outras, como se elas fossem coitadinhas e vítimas de tudo isso. Elas são as maiores empresas do planeta, elas comandam o mundo todo com seu poder e dinheiro. Elas estão presentes nas prateleiras de todo o mundo, e na casa de grande parte dos cidadãos. Ou seja, elas de fato possuem dinheiro (muito dinheiro), poder, acessibilidade e influência para salvar o mundo, mas elas não o fazem, e ainda não fizeram apenas porque não querem. Elas possuem pleno conhecimento de tudo que causam, mas simplesmente não querem mudar.



Unilever entre as 10 empresas que mais poluem o planeta:

Unilever está sim envolvida com testes em animais. Confira comprovações! (2019)Trecho obtido a partir do site oficial da ONG Break Free Fom Plastic. Clique aqui para conferir na íntegra.

“Essas auditorias de marcas oferecem uma prova inegável do papel que as corporações desempenham na perpetuação da crise global da poluição por plásticos”, disse o coordenador global da Break Free From Plastic, Von Hernandez. “Ao continuar produzindo embalagens plásticas descartáveis ​​problemáticas e não recicláveis ​​para seus produtos, essas empresas são culpadas de destruir o planeta em grande escala. Está na hora de eles assumirem e deixarem de transferir a culpa para os cidadãos por seus produtos esbanjadores e poluentes.”
As auditorias, lideradas por organizações membros da Break Free From Plastic, descobriram que a Coca-Cola, a PepsiCo, a Nestlé, a Danone, a Mondelez International, a Procter & Gamble (P&G), a Unilever, a Mars Incorporated e a Colgate-Palmolive eram as mais marcas multinacionais freqüentes coletadas em limpezas, nessa ordem. Este ranking de empresas multinacionais incluiu apenas marcas que foram encontradas em pelo menos dez dos 42 países participantes. No geral, o poliestireno, que não é reciclável na maioria dos locais, foi o tipo mais comum de plástico encontrado, seguido de perto pelo PET, um material usado em garrafas, recipientes e outras embalagens.

Apesar de não possuírem planos ou ações efetivas, que poderiam vir a salvar os animais e o planeta, essas megacorporações (e principalmente a Unilever) continuam usando um marketing voltado para o meio ambiente, mesmo ela sendo a responsável por destruir grande parte dele. A Unilever faz uso de um marketing greenwashing para lucrar e passar uma boa imagem aos consumidores em geral, e principalmente influenciar aquelas pessoas que não possuem conhecimento o suficiente sobre o que a empresa está destruindo e matando.



MARCAS QUE DÃO LUCRO PARA A UNILEVER:

Como já dito anteriormente, ao comprar produtos das marcas da Unilever, você também estará dando dinheiro para a Unilever e seu grupo empresarial. E para ajudar todos vocês a terem mais informação sobre todo esse grupo de empresas, confiram abaixo a lista com as marcas da Unilever mais famosas no Brasil atualmente (17/07/2019). Inclusive, muitas das marcas citadas abaixo, estão relacionadas com testes em animais diretamente, e mesmo se hipoteticamente não possuíssem qualquer relação com a Unilever, também não poderiam ser consideradas totalmente livres de exploração animal.

Lista de marcas da Unilever! Unilever está sim envolvida com testes em animais. Confira comprovações! (2019)



Marcas da Unilever: Ala, Alberto Balsam, Annapurna, Andrélon, Andy, Arisco, Aviance, Axe, Baltimor, Bamseline, Bango, Ben&Jerry’s, Beseda, Best Foods, Biotex, Block & White, Blueair, Bovril, Breeze, Breyers, Brilhante, Brooke Bond 3 Roses, Brooke Bond Taaza, Brooke Bond Taj Mahal, Bru, Brut, Buavita, Bushells, Cajoline, Caress, Carte D’Or, Chirat, Choysa, Cif, Citra, Clear, Clinic Plus, Closeup, Colman’s, Comfort, Conimex, Continental, Coral, Cornetto, Cremissimo, Cuñataí, Cup-a-Soup, Dawn, Degree, Domestos, Dove, Drive, Duschdas, Elle 18, Eskinol, Fair & Lovely, Fissan, Fofo, Folicuré, Fruttare, Glaxose-D, Glen Tea, Hamam, Hazeline, Hellmann’s, Hertog, Hourglass, Impulse, Inmarko, Jif, Joko Tea, Kalina, Kibon, Kissan, Klondike, Knorr, Knorrox, Kuner, Lakmé, Lan-Choo, Le Sancy, Lever 2000, Lever Ayush Therapy, Lifebuoy, Lipton, Liril, Love Beauty & Planet, Lusso, Lux, Lyons, McColin’s, Magnum, Maille, Malloa, Marmite, Matey, Mentadent, Mimosin, Mod’s Hair, Mondamin, Nevex, Nexxus, Noxzema, Omo, Organics, Pearl Dust, Pears, Pepsodent, Persil, Pfanni, PG tips, Ponds, Popsicle, Pot Noodle, Prodent, Pure Derm, Pure Leaf, Pureit, Q-Tips, Radiante, Rafhan, Rexona, Ri-K, Rin, Rinso, Robertsons, Robijn, Sariwangi, Savora, Seda, Signal, Simple, Skip, Solero, Suave, Sun, Sunil, Sunlight, Sunsilk, Super Pell, Surf, Surf Excel, Tatcha, Té club, TIGI, Timotei, Toni & Guy, TRESemmé, Truliva, Unox, Vaseline, Vasenol, Viennetta, Vim, Viso, Viss, Vivere, Vixal, VO5, Wall’s, Wheel, Wipol, Zhonghua e Zwitsal.

As principais marcas da Unilever comercializadas no Brasil são: Dove, Hellmann’s, Seda, Love Beauty & Planet, Ben&Jerry’s, Rexona, Omo, Brilhante, Closeup, Axe, Clear, Vasenol, Cif, Arisco, Ala, Comfort, Cornetto, Fofo, Fruttare, TRESemmé, Simple, Kibon, Knorr, Suave, Sun, Maizena, Lifebuoy, Lux, Magnum e Surf. Lembrando que são as PRINCIPAIS, não as únicas.



Por todas as empresas acima serem da Unilever, elas estão envolvidas, querendo ou não, com crueldade animal. Mesmo se caso alguma marca específica dela não comercializar na China, de qualquer forma elas estão envolvidas com exploração animal apenas por pertencerem ao grupo da Unilever, pois todo o dinheiro que você dá para as marcas da Unilever ao comprar seus produtos (como a Dove) achando que são cruelty-free, também vai para o bolso dela por ela ser sua empresa-mãe (e que testa em animais).

Não apoie a exploração animal, considere o veganismo.

Até o próximo post! Beijos.


Procurando por alguma marca?

Você sabia que aqui no AriVegan.com eu elaborei várias listas separando as marcas de acordo com as características, práticas e diretrizes (referente a testes em animais e qualquer outro tipo de exploração animal) fornecidas por cada uma delas?

Clique aqui para conferir todas as listas!

Vale lembrar que você também pode procurar pela sua marca favorita na lupa aqui do blog. É ainda mais fácil! 🔎

Não encontrou a marca que estava procurando em nenhuma das listas? Não deixe de me avisar pelas redes sociais para que eu possa verificar todas as informações sobre a marca que você procura também.

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Ariane Ficher, 22 anos, vegana abolicionista, blogueira e gaúcha. Sempre foi apaixonada por maquiagem, e após se tornar vegana decidiu agir e mostrar ao mundo toda a exploração animal na indústria da beleza.

Aqui você encontrará informações diárias sobre cosméticos veganos e livres de exploração animal, e também atualizações sobre quais marcas ainda insistem em explorar animais. Esse não é apenas um blog de cosméticos veganos, é uma luta pela libertação animal.

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